segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quando o amor se eterniza

 

Leopoldina Corrêa



Sem aviso prévio,
Sem fantasia,
Sem sinal.


Sem remédio,
Sem anestesia,

E... ponto final.

 






No amor não existe ética
Sequer, há pecado
Nem quando se finaliza.


O amor  é um senhor poético
Tão sublime e delicado
Que, às vezes, até se eterniza. 

            
                        


domingo, 9 de novembro de 2014

Um amor inventado

Acabou. Mas passa por minha mente uma grande dúvida: nós começamos?

 
Ainda assim, não posso deixar de me sentir um ser humano de sorte por ter tido o privilégio de velar seu sono e assistir seu despertar, a cada manhã, para a vida no café da manhã e, por inúmeras vezes, a cada noite, para algumas taças de vinho no nosso cantinho cativo.

Sim! Eu me enganei. Nossa história que bem começou com promessa de eternidade logo chegou ao seu final. E o conto mais lindo que eu poderia ter escrito, finda-se sem entrelinhas, sem virgulas, sem versos e sem poesia, sem nada. Resumiu-se em: uma frase. Uma palavra. Um parágrafo:


                 fim !!!

Conhecendo-me bem, você sabe o quanto uso da discrição  para descrever sentimentos. Não que eu não acredite neles. Sim, acredito. Mas, não sendo otimista, nem tão pouco, pessimista, a realidade me liberta de muitas razões que aprisionam os pares. 

Sou realista. Todos cultivamos sentimentos e dentro deles os direitos e os deveres, e, quando estes coincidem, é o que há de mais maravilhoso para o deleite dos amantes.

Apesar de todo o realismo, ainda imaginei um futuro para nós. No entanto, os seus desejos  já não coincidem com os meus: uma pena!

Ainda que mal possa me contentar, tenho nossas fotografias, tenho as lembranças quase lúdicas, porém, lúcidas. Os nossos encontros fortuitos tão desejados, happy hour, cantinhos cativos.
A química. Ah, a química... os nossos beijos infindos que agora são só saudade.

Não posso esquecer
das músicas nos aeroportos, com headfone divididos enquanto aguardávamos nossos vôos para destinos opostos, mas sempre com a esperança da volta. 

As noites de hotéis embaladas com poesias. Luas vistas por trás das cortinas afastadas à quatro mãos, que fizeram parte do cenário apaixonante do nosso enlace.

Paisagens deliciosas que apreciamos dentro de carros, e até do avião. Foi uma única vez, mas foi único!  

Os encontros com nossos amigos, também é um capítulo à parte e que deixaram saudades...



E eu,  com minha paixão por esporte náuticos,  de dentro do caiaque acompanhando seu caminhar a me seguir pelas bordas  do lago. 


Lamentavelmente, esta linda história do nosso amor inventado, nunca existiu. Mas, ela foi vivida tão intensamente em cada pedacinho da minha memória, que até esqueço que tudo não passou de fruto da minha imaginação.